23 de mai de 2011

Duathlon Terrestre Prova de Rua - 2.ª etapa

Ontem participei da 2.ª etapa do Circuito de Duathlon Terrestre, da Prova de Rua. Com distancias de 3km, 20km , 3km, a prova foi realizada em São José dos Pinhais, com largada e chegada no Estádio do Pinhão.
Percurso plano na corrida e no ciclismo, porém quebrado nesta parte. Muitas curvas e esquinas, o que impedia estabelecer uma velocidade bacana e ficar clipada. Porem asfalto razoavelmente bom, com exceção da saida da transição para a area de monte,dentro do estadio, que era praticamente impossivel correr com a sapatilha (quebrei o taco da sapatilha ..)
A largada foi praticamente pontual, saindo de dentro do estadio e percorrendo duas voltas de 1,5k pela região. Percurso bom, praticamente plano. Entrada para a transição, pegar a bike e partir para 5x4km. Primeira volta, reconhecido o percurso e bora socar as outras 4 voltas. Eis que quando passamos pela largada, o organizador mandou parar a prova e todos os atletas pararam..Confusão, ninguem entendia nada...Guarda Municipal nervoso.. E entendemos que o percurso seria alterado porque a Copel estava em obras no trajeto e nao seria possivel passarmos. Fizemos uma volta "safety bike" e depois cada um deu o melhor de si...Complicado foi porque todos se misturaram e a primeira corrida foi pro lixo..quem correu, caminhou, largou junto depois..Dificil saber quem estava na frente, ou nao.Percurso do ciclismo nao foi fechado totalmente pela Guarda Municipal de SJP, a qual, alias, disponibilizou APENAS 4 GM's pra organizar avenidas movimentadas da região. Muitos motoristas nao os obedeciam e invadiam o percurso da prova. Complicado competir, estando tensa com os carros e caminhões fechando, cortando a frente.
Na segunda corrida ninguem mais tinha cabeça para pensar n a prova..era terminar e pronto.
Enfim terminei...e tive a noticia que era a CAMPEÃ GERAL (speed) da prova. Porém, com as obras da COpel, nao havia eletricidade para apurar os resultados e premiar. Após uma longa conversa com o organizador, os atletas optaram em esperar para que a premiação pudesse ser feita no dia. Conseguiram..e, embora alguns problemas com algumas categorias, finalmente recebi o vale-premio (que ainda vou retirar) e o trofeu simbolico(o oficial ficou a ser retirado).
Fiquei muito chateada, pois não era para eu ter feito essa prova, por orientação médica. Briguei com a minha lombar, km por km, mas dei o melhor que pude para compensar tanta dor..Convenci meu ortopedista a me liberar, e ele liberou. Porém foi uma prova tão estressante que nao sei ate onde vale a pena colocar a saude e a vida em jogo. COnfiei numa organização que não se preocupou com os atletas. Quem faz triathlon, duathlon, enfim, um esporte, por amor, se dedica e deposita o maximo de si nisso..Há um preparo, uma abdicação, uma dedicação a isso..o que parece nao ter sido levado em conta..
Depois do ocorrido, algumas perguntas ficaram:
A Copel teria comunicado a Prefeitura sobre uma obra de manutenção tão grande? Se sim, como foram concedidas duas autorizações para "evetnos" no mesmo local?
Pq a Prefeitura so liberou 4 GM's para uma região tão movimentada?
Pq nao verificaram que a região estava em obras, antes de largar?

Em uma organização de prova, há uma soma de fatores para que ela tenha sucesso. Se um elemento falha, o efeito é em cadeia. Sei que ninguem é perfeito e erros acontecem. Mas em primeiro lugar, tem que vir a segurança do atleta.
De qualquer forma, valeu a pena.Competição é paixão, indepentende da situação. E sempre sempre agradecendo minha mae-staff, amigos presentes e não presentes, porem sempre preocupados e na torcida; e meu treinador Alexandre Perdão.

2 comentários:

  1. Fiquei sabendo que muita gente ficou com saudade do Luiz Iran nessa prova..... rsrs

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  2. Xiiii Marlus..páreo duro viu..O diferencial é que esse não tem experiencia.e pelo menos esse premiou no final..

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