29 de mar de 2011

Considerações e pós prova

Pós-prova e considerações. Cheguei ao hotel, aproveitei a piscina pra soltar um pouco e fui almoçar e passear por Punta mais um pouco. Após desmontei a bike, embalei e ajeitei as coisas e parti para a premiação. Aqui sim, momento de descontração, atletas conversando, rindo, trocando idéias. Tive a oportunidade de conhecer atletas de Buenos Aires e Montevideo, o que contribuiu para trocar idéias e conhecer mais sobre o triathlon em outros países. Acabei pegando o 1.º lugar na categoria 25-29 anos, e ainda uns regalos da New Balance, patrocinadora oficial do Half Punta. Depois, claro, jantar e curtir a noite mais badalada da America do Sul: Punta Del Este. Na segunda feira, terminar de fechar as malas, me despedir da cidade que tanto me encantou e partir rumo ao aeroporto de Montevideo para embarcar para a casa no inicio da tarde. Voo tranqüilo, bagagens chegaram e a bike intacta (viva o plástico bolha, a espuma e a mala-bike!!!). E o melhor, sem dores musculares! È..o corpo aprende a sofrer calado..rsss CONSIDERAÇÕES PESSOAIS Pra mim essa prova foi um “marco” na minha trajetória no triathlon. Para alguns pode parecer bobagem, mas para mim foi um forte amadurecimento fazer um triathlon fora do Brasil e sozinha. Aprender a desmontar e montar bike; embalar: despachar em aeroportos (pagar taxas caríssimas); colocar em taxi, ônibus, enfim, a locomoção e logística são complicadas. Além de tudo foi minha estréia em provas com a bike de triathlon (contra relógio), o que já é um fator de apreensão. Mas fiquei contente que tudo deu certo e aprendi direitinho como se faz isso. A prova internacional: competir fora do Brasil, mesmo em nível de America do Sul, é diferente. No Uruguai tudo é mais objetivo, mais sucinto, mais prático. Congresso técnico, orientações pra prova, premiação, não se perde muito tempo. O que me chamou a atenção foi que os quase 200 atletas inscritos foram pra ganhar! Não é como algumas provas do Brasil que o pessoal faz “pra terminar”. Lá ninguém foi pra isso. Todos estavam fortemente treinados e preparados pra pegar o pódio geral! E os triatletas são muito individualistas. É cada um na sua. Sem contatos no pré e durante a prova. As pessoas no percurso sim aplaudiam, motivavam, “hablavam” o que tornava a prova bem bacana. Pode-se perceber que essa é uma característica comum às provas. Prova relativamente mais em conta que os meio Irons brasileiros, muito bem organizada, kit bacana, transição bem preparada, postos de hidratação, comida, Pepsi,gatorade, banheiros no percurso. Estradas fechadas e staffs atentos. E por isso vi que não há porque se cobrar tão caro por uma inscrição. O kit todo da New Balance, assim como o premio pelo 1.º lugar.Medalhas de finisher (linda) e de pódio. Comida e bebida a vontade. Almoço de confraternização no Conrad Cassino Hotel. E a SucaSports só contava com patrocínio da Prefeitura, Gatorade e New Balance! O que eu posso dizer dessa prova? Que vale a pena! Mas a preparação tem que ser forte, tanto física quanto mental. Eu digo que todo triathlon longo requer uma cabeça mais forte que o corpo. Foi ali na prova que vi o resultado de tantos treinos, de tanta abdicação, de tanto empenho. E sei que ainda posso melhorar..e muito.Basta querer..e quero! Valeu galera! Abraços e bons treinos!

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