4 de jan de 2011

Corrida, mãe fumante e o bebê

Hoje estava correndo..treininho de 12km..quando na volta, passo por uma moça de uns 20 anos aproximadamente, que segurava um nenê de colo de uns 3 ou 4 meses e ao mesmo tempo conseguia equilibrar em uma das mãos um cigarro. Eu, que passei correndo, já inalei a fumaça e cheguei a tossir..imagine a criança.
Após colocar essa questão no twitter, vi que a revolta não foi somente minha..Não precisa ser atleta, triatleta, corredor, enfim, para ver a ignorância daquela mãe. Como uma twittersrun citou:"depois crescem asmáticas, doentes, entupindo os hospitais." É essa realidade do nosso país..crianças que ja nascem doentes,geradas por mães inconsequentes, que mais tarde depositam no governo, em professores e médicos a culpa de crianças doentes e com deficit de atenção, que necessitam de acompanhamento constante, enquanto elas não puderam ceder a um vício.

Acabei por pesquisar alguns sites sobre o assunto. E deixo aqui uma materia tirada do "Site Médico" sobre fumo na gravidez e após o nascimento.

FUMO E A GRAVIDEZ
Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma.

A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma.Tais agravos são devidos, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

Efeitos da Fumaça sobre a Saúde da Criança
Se a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, havendo registro de intoxicações atribuíveis à nicotina (agitação, vômitos, diarréia e taquicardia) em filhos de mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.

Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada.

Estudos mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática.

Há também uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, em relação àquelas cujos familiares não fumam. Observa-se que, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa.

É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde haja crianças, para que não as transformem em fumantes passivos.


Fonte:www.sitemedico.com.br

2 comentários:

  1. Ministério da Saúde4 de janeiro de 2011 21:07

    Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!
    Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.
    É muito importante, tanto para o bebê como para a mãe, amamentar até os dois anos de idade ou mais. O leite materno é o únio alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.
    Acontece que nem todas as mães sabem de todos os benefícios e deixam de amamentar mais cedo. Você pode ajudar nessa campanha divulgando materias e informações.
    Caso se interesse pelo tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br e participe!


    Atenciosamente,

    Ministério da Saúde

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  2. É...infelizmente exitem pessoas assim vivian. Cabe nós tentar mostrar o correto.
    Se cuide...boa matéria!
    Bjs
    Joao Neto

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