18 de dez de 2011

Corrida 7 Milhas Assessocor


Pessoal,

Depois de muito tempo sem postar nada por aqui, hoje o blog merece este post especial. Desde a última postagem foram algumas provas muito especiais, como a Praias & Trilhas e a Asics Golden 4 Brasília. Ambas emocionantes, cada qual com suas peculiaridades.

Infelizmente a Maratona de Curitiba teve que ser abortada dias antes em razão de uma infecção respiratória, que me debilitou por muitos dias. Havia treinando forte e tinha boas projeções para ela. Entretanto, meu organismo me pregou uma peça e uma febre de 38C na véspera, me tirou da prova. Fiquei triste e por dias não podia ouvir falar da maratona, mas no fim das contas tirei como aprendizado: ouvir o corpo e se preservar.
O retorno aos treinos foi difícil, ainda mais por muito volume de trabalho e estudo nas últimas semanas.

Porém, hoje corri a prova 7 Milhas Assessocor, nas colônias Mergulhão e Murici. Bom para rever amigos, colegas e dar algumas risadas também! Prova técnica e em percurso difícil. Subidas e mais subidas, mas que eram compensadas pelo visual. Paralelepípedo e muita estrada de chão!! Quando vi vários atletas que fizeram o Praias & Trilhas ali, confesso que veio uma sensação de Deja vu. Prova extremamente difícil mas belíssima. Muito legal também a ideia das placas com os km's -  faltam 11km, faltam 10km, etc. Para o meu psicológico foi sensacional!!

Só para ter idéia da dificuldade: http://www.assessocor.com.br/arquivos/Eventos/ASSESSOCOR_7_Milhas/Percursos_7Milhas.jpg


Acabei garantindo o 3.º LUGAR GERAL FEMININO e fiquei muito feliz com a colocação, principalmente pelos poucos treinos que fiz.
PARABÉNS pessoal da ASSESSOCOR pela prova maravilhosa!! Organização excelente, kit muito bom, agilidade na apuração e premiação, troféus e medalhas dignos, enfim, estão de parabéns! Fico feliz em poder participar de provas assim!
Obrigada a todos que estão sempre apoiando e torcendo! Valeu coach Alexandre Perdão pelo ano de 2011!

Abraços.

3 de set de 2011

Treinos e reflexões pessoais

Hoje fiz um treino praticamente solo de pedal + corrida. Não foi o treino da planilha (80+8) pois uma laringite me pegou na 5.ª feira e para poupar o corpo um pouco, o treino acabou em 50k bike + 3k run. Não foi o ideal mas rendeu.


Confesso que no início do treino fiquei bem chateada. Além do frio intenso (6ºC) e muito vento, estávamos em apenas 3 triatletas da equipe, com ritmos muito diferentes, o que fez cada um treinar sozinho.

Nos primeiros 15km rodei bem chateada. Triste por estar ali naquele frio..sem ninguém pra puxar ou ser puxado..trocar uma idéia..fazer companhia. Passam muitas coisas pela cabeça. Saudades de quem poderia estar ali comigo; pensamentos sobre porque tanto sofrimento, tanta abdicação, tanto empenho; um misto de tristeza, chateação e raiva por estar as 7h30 da manhã passando por tudo aquilo, sendo que fui eu quem escolhi esse estilo de vida. O pensamento mais corriqueiro era: “burra, porque não ficou no rolo, com earphones, tranquila em casa?” Essa fala ficou martelando um bom tempo..

Mas depois dos 15km iniciais, e nada do frio amenizar, comecei a reverter aqueles pensamentos. Aproveitei aquele pedal e corrida para mim. Em um ambiente tranquilo, de área verde, com sol, o vento, utilizei para algumas reflexões pessoais. Foi um grande momento de instrospecção, de refletir, repensar e ajeitar algumas coisas. Pensei muito, me fiz companhia, aquietei a mente que andava muito agitada. E foi o melhor que pude fazer. Aproveitei todo o tempo para mim. Sem celular, mp3, telefone, trabalho, sem absolutamente ninguém, somente eu comigo mesma.

E depois de 2h15 saí mais leve, tranquila, aquietada, com o coração e a mente em paz. Decisões foram tomadas, questões solucionadas, metas estabelecidas e com rumo definido.

Infelizmente com a correria do dia a dia nos falta tempo para dedicar-nos um tempo quietinhos, desligar a mente, baixar a frequencia cardiaca. E isso é tão importante!

E por isso eu digo..as vezes as coisas acontecem por alguma razão. E o que parece ser ruim, acaba sendo a solução de algum problema. É só ter a sensibilidade para captar as oportunidades e fazê-las trabalharem a seu favor. Tudo tem dois lados, a metade cheia e metade vazia. Cabe a cada um adotar o seu ponto de vista.



Bom final de semana.

11 de ago de 2011

Treinando..metas..foco...Uma nova rotina!

Andei ausente do blogger...confesso! E peço desculpas..
Momentos de lesão e/ou doença nos desmotivam um pouco de escrever.
Foram 2 semanas lutando com a sinusite..Finalmente já curada e treinando forte.
A rotina de 3 treinos/dia intercalados com trabalho e estudo também deixa pouco tempo para escrever! mas quero hoje compartilhar isso com vocês...uma nova rotina que venho vivenciando.
Quando se estabelece um novo foco de prova, uma meta ambiciosa, um desafio, nossa rotina muda também. Eu confesso que não vivo sem isso..preciso de desafios, do contrario não tenho animo para treinar. Nas ultimas planilhas meu treinador me mandou "agora são treinos de ironman". e realmente, são. Treinar as 3 modalidades algumas vezes na semana...longões, longos, longuitos...a vida de treinos se resumiu nisso.. Adoro e muito, mas até o corpo de acostumar (será que acostuma?) com isso, as dores e o cansaço são inevitáveis. ombro, perna, pe, pulso..as vezes aacho que até o cabelo dói..hahaha..mas acostuma e passa.. Tenho bons amigos que ajudam a superar isso nos treinos, nas palavras diarias, no apoio, no carinho..
Outra coisa que foi intensificada nos treinos é a condição climática em curitiba. Chuva, frio, garoa, vento, sol, geada... As vezes penso que treinar outdoor é bom, outras é loucura...sinceramente não sei.  So sei que quero acreditar em Nieztsche: "o que não mata, torna mais forte."

Abraços e bons treinos

19 de jul de 2011

sinusite e rinite - até onde vale a pena treinar?

Olá pessoal,

Semana passada me vi envolvida em uma situação que realmente me fez parar para pensar: até quando treinar doente? No caso em específico, com rinite e sinusite?
A primeira vista, vocês irão me responder: "não, não tem nem que treinar." Mas cá entre nós, sabemos o quão dificil é parar de treinar por causa de uma dor de cabeça ou um espirro aqui, outro la. Ainda mais para quem treina aqui no sul, onde as variações de temperatura e condições climáticas são abruptas e intensas e nem sempre nosso organismo consegue acompanhar as oscilações.´Nas ultimas semanas, o clima por aqui tem oscilado demais. Variou de geada (-3C) a 25C nesse fim de semana, mesclando sol, chuva, vento,etc.
Há semanas venho lutando contra um princípio de sinusite, não quis dar muita importância para não parar os treinos. Os sintomas foram aumentando e pioraram durante uma viagem há 2 semanas. Na semana passada, infortunamente, precisei ir ao otorrino pois as dores estavam absolutamente insuportáveis. Medicada, fiz repouso de 2 dias e logo voltei a treinar pois acreditava estar bem.Em razão da carga de trabalho, também me obriguei a voltar antes, pois na nossa vida corrida, não há espaço para "paradas". Treinei forte no ultimo fim de semana e tive uma recaída, muito mais forte. Resultado: mais dias em repouso, nova série de medicamentos, bronca do médico e uma lição: só voltar a treinar quando estiver 100%.
Foi então que decidi fazer uma análise sobre as recomendações para se treinar nesses casos. Para começo, há que se destacar o que é a sinusite e a rinite:
Sinusite Paralelamente ao nariz encontramos os seios da face, estruturas ósseas que apresentam comunicação direta com o nariz e, por isso, muitas vezes com problemas relacionados a ele. O mais comum é a sinusite, dor em pressão na face que pode estar associada com coriza variando desde clara espessada até à uma coloração verde amarelada, associada à mal estar geral do paciente. A sinusite pode ser aguda, como a que ocorre durante um resfriado mais forte, mal tratado ou crônica, levando o paciente a apresentar dor facial e pressão em face ou em toda a cabeça, obstrução nasal e coriza anterior ou posterior (algo como se o paciente estivesse sempre engolindo algo que vem do nariz).     
Rinite Alérgica Uma das doenças mais comuns relacionadas ao nariz é a rinite. A rinite pode apresentar várias causas, sendo a mais comum a rinite alérgica, que se caracteriza por obstrução nasal, coriza clara e líquida, espirros e coceira. Ela normalmente surge quando o paciente entra em contato com determinadas substâncias que desencadeiam a crise tais como poeira, bolor ou perfume.
 (Areas acometidas pela sinusite)

O triatleta se acostuma a conviver com a dor. Na rotina diária de preparação aprendemos a negociar com a dor constantemente, aumentamos o limiar de dor, convive-se com ela. Porém, no caso da sinusite, a dor é tão intensa que a vontade que temos é, sinceramente, arrancar a cabeça fora. Não há uma fórmula mágica para saber quando parar. O máximo que se pode usar é o bom-senso e seu "feeling"( o que no meu caso praticamente só aparece na hora da morte..). Não queremos parar por qualquer coisa, ainda mais quando estamos diante de grandes objetivos e uma preparação eficaz e progressiva.
Dentre as pesquisas, posso dizer que encontrei nitidamente 2 versões: médicos+treinadores  X atletas, cada qual demonstrando seus pontos de vista. E essa é uma discussão que vai longe e eu não tenho excelência para discorrer sobre, pois não sou médica, nem treinadora.

Destaque-se a matéria da Runner's World sobre o tema "Should you run when you're sick" ( http://www.runnersworld.com/article/0,7120,s6-241-286--9082-0,00.html ) em que fora realizada uma pesquisa com corredores que treinaram com resfriados e sinusite, conforme segue:
Sinus infection, or sinusitis, is an inflammation of the sinus cavity that affects 37 million Americans each year. Symptoms include runny nose, cough, headache, and facial pressure. With a full-blown sinus infection, you rarely feel like running. But if you do, consider the 72-hour rule of Jeffrey Hall Dobken, M.D.: "No running for three days," advises the allergist/immunologist and ultramarathoner in Little Silver, New Jersey. Even without the presence of a fever, says Dr. Dobken, some sinus infections, when stressed by exercise, can lead to pneumonia or, in extreme cases, respiratory failure.
Not surprisingly, winter weather increases risk of sinusitis. In dry air, the nasal passages and mouth lose moisture, causing irritation. "The sinuses need time to recover," says Dr. Dobken, "just like a knee or foot." So Dr. Dobken recommends including treadmill running in your winter training regimen.
Another option for sinusitis sufferers is pool running. "The water adds moisture to nasal passages," says John J. Jacobsen, M.D., an allergist in Mankato, Minnesota. Pool running is preferable to swimming, says Dr. Jacobsen, because chlorine can be irritating to the nose.

Nesta mesma matéria, o conselho que resta é "obedeça seu corpo e o termômetro, e não a planilha de treinamento."

Encontrei uma síntese dos cuidados que devem ser tomados quando se está com alguma moléstia das vias aereas superiores:
FAÇA exercício moderadamente se seus sintomas de gripe estão restritas a área da cabeça. Se você tem dor de garganta ou coriza exercício moderado é permitido. Exercícios intensos podem ser praticados após o desaparecimento dos sintomas (em caso de gripe comum).
NÃO “sue toda sua doença”. Esse é um mito perigoso, e não há evidências que ajudem a comprovar que exercícios no período da doença ajudam em sua cura.
SIM, fique na cama se sua doença for sistêmica – quer dizer, se for além da área da cabeça. Infecções respiratórias, febres, glândulas inchadas e dores extremas – todas elas indicam que você deve descansar e não se exercitar.
NÃO volte a treinar tão cedo. Se você está se recuperando de uma gripe ou resfriado mais forte, volte gradualmente a se exercitar depois de, pelo menos, duas semanas de descanso.
De forma geral, se sua doença for do pescoço pra cima, vá e dê uma caminhada”, diz Dr.P.H. David C. Nieman do American College of Sports Medicine, “mas se você tem uma febre ou dores no corpo, descanse e deixe seu corpo se recuperar”.( http://running.about.com/b/2010/11/15/can-i-run-when-im-sick.htm )

Ficam as dicas. Se necessário for parar, obedecer seu corpo. Sempre.

Abraços e bons treinos

15 de jul de 2011

A polêmica em correr 42k - quando?

Pessoal,

Coincidentemente ou não, há alguns dias venho s matérias em revistas e corredores discutindo nas redes sociais sobre "quando devo correr uma maratona?" E isso me incomodou um pouco.

A primeira matéria que li sobre esse assunto foi na Revista Contra Relógio, no blog "na Corrida" do jornalista André Savazoni. Ele retrata uma discussão que vem ocorrendo nas redes sociais (twitter, facebook) sobre o numero de provas e a qualidade das mesmas, principalmente as de longa distância. Savazoni ressalta que temos um numero expressivo de provas no Brasil (e concordo), podendo citar as maratonas de São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Brasilia, Caxias do Sul (novidade), entre outras. No entanto ele destaca que o numero de participantes e, indo mais além, de concluintes, ainda é baixa no Brasil, se comparado ao de outras provas no exterior. Nesse sentido, vem sua consideração mais pesada:

"a maioria das pessoas que correm maratonas no Brasil completa acima de 4 horas. Abaixo disso, a porcentagem é pequena. Outro ponto a ser discutido: temos que ampliar também o total dos sub 4h. Na elite, vale o mesmo. Sub 2h10, temos hoje o Marilson. E só. No feminino, nenhuma sub 2h30. Aí, se a discussão for escassez de maratonistas, tanto profissionais como amadores, concordo."  ( http://revistacontrarelogio.com.br/blogs/na-corrida/  )
O que indica que "precisamos de provas e maratonistas melhores" e não apenas mais provas.
Nessa esteira, destaque-se a matéria do Vicent Sobrinho, sobre o "Zezinho", o menino de 8 anos que correu a maratona do Rio, em 1982. Uma história muito bonita, que vale a pena ser lida  ( http://revistacontrarelogio.com.br/materia/aos-8-anos-a-primeira-maratona-de-zezinho/ )mas que apenas retrata uma exceção, um ponto fora da curva, que jamais deveria ser copiado. Sobre essa matéria, conversei com o jornalista Vicent Sobrinho, no Facebook, e concordamos no fato de que o universo "corredor" é muito atraente, porém temos que ter bom senso e dosar as provas que escolhemos, bem como a evolução para avançar em distâncias. Do contrário, o que vamos ver são corredores despreparados "desafiando" a si mesmo em maratonas, vislumbrando um cenário de infartos e mal-estares, como ja fora visto em várias provas, inclusive na maratona de Curitiba em 2009.
Muito comum ver atletas que se preparam em poucos meses para uma maratona, terminam no seu tempo máximo e acabam por ficar semanas com lesões e dores. Não acredito que isso compense. Sei que a ânsia por ultrapassar limites e ser chamado “maratonista” é grande, mas o preço que se tem que pagar é muito alto. Em uma outra revista esportiva, li na edição deste mês, “programa de treinamento para quem só pode correr OU no sábado OU no domingo”. Ela não visava maratonas, mas de qualquer forma, visava participar de uma corrida. E isso fomenta a horda de atletas de fim de semana que se arriscam ao querer se comparar com corredores mais bem treinados, expondo-se à riscos desnecessários.

Esses dias ainda, conversando com uma corredora de Brasilia, via twitter, a Leticia Bonfin (@LetBon) , que me perguntou sobre correr provas longas (ela que já corre 21km), quando ela deveria partir para os 42km..ou uma ultra (50k). Seu treinador havia recomendado apenas em 2014 e comentei que eu mesma levei 5 anos para encarar uma maratona. Corro há 8 anos e sou triatleta há cinco. Já corri 6 maratonas e aconselho: só encare 42km se tiver muito preparo, treinos e segurança.Tudo no seu tempo e a experiência sera boa para sempre.
Maratona requer psicológico mais do que perna; dedicação, mais do que vontade; empenho e disciplina acima de tudo. É uma prova deliciosa, mas o preço pago pelo corpo é muito alto. E é isso que tem que ser advertido: 42km não é uma brincadeira, não é uma prova comum. É MARATONA.

2 de jul de 2011

endurance mental

Quem treina em Curitiba e região sabe o quanto temos que praticar o "endurance mental". Como aqui chove muito e faz um frio intenso nessa época, não nos sobra muitas alternativas além do treino indoor (rolo, spinning e esteira).
Eu simplesmente ODEIO esteira e não gosto de spinning (DETESTO alguem berrando SOOOBE, MANTEEEEEM...pqp coisa chata..alem daquelas musiquinhas a la "Melhores da Jovem Pan")..já o rolo não me oponho pq ouço as musicas que eu gosto e faço o treino que meu treinador planeja. Na verdade bike no rolo é algo que eu gosto, por incrivel que pareça.
COnfesso que há algum tempo me sentia uma ET girando uma, duas horas no rolo.. Mas conversando com vários triatletas, vi que não estou só nessa empreitada..
Nessa ultima semana, com o volume de treinos de bike aumentando, proporcionalmente ao frio e a chuva, não escapei de uma semana INTEIRA no rolo. Ainda comentei com meu treinador: "acho que o cansaço mental de tanto trabalhar o psicologico é maior do que realmente é o esforço físico"..
E hoje, ao acordar e ver o tempo nublado e instavel, soube que o treino estaria cancelado..o que me forçou a 2h de endurance mental sobre o rolo..O que me motivava é que a corrida pós seria na rua porque o tempo começou a firmar... Confesso que foi cansativo mas nada penoso..Só de poder correr na rua depois, tudo animou!!!

Aprendi a encontrar graça naquilo que não é algo favorito para nós..contemplar a paisagem nos dias de corrida no gelo...aproveitar o rolo para treinos de estimulo..Jamais pensar que é ruim ou chato, mas tirar de cada treino uma experiencia, algo legal, inspirador. E assim foi hoje 50km bike + 5km run!

Bom sabado!

1 de jul de 2011

O dia mais frio do ano..

Linda imagem do dia mais frio do ano em Curitiba...e nós treinando...firmes e fortes...

Retorno aos treinos e o frio

Pessoal,

Sei que estou há algum tempo sem postar nada aqui...Estive em recuperação de uma lesão na coluna lombar e sacra..Depois de 30 dias de tratamento intensivo (medicação, fisio, exercicios) com o meu anjo da guarda, meu ortopedista, e um retorno montado especialmente para minha melhora, pelo meu treinador (outro anjo da guarda) estou treinando novamente rumo ao Ironman Brazil 2012 e algumas "provinhas" no meio.

Hoje ainda conversando com um futuro triatleta de Belem-PA, pensei no retorno aos treinos..realmente ficar lesionada e focada no tratamento, para tudo sair 100%, me deixou sem ter muito o que escrever. Não achei bacana dividir com vocês tratamento...convenhamos, isso é chato...pra mim..pra vcs.. O melhor é dizer que todo tratamento requer paciência, persistencia, disciplina e muita fé..em Deus e em quem está te tratando. Felizmente me livrei das terriveis dores, do desconforto, e da impossibilidade de treinar com tantas dores. Busquei tratamento em tempo e me livrei de um tratamento ainda pior...

O que fica é: buscar tratamento com bons profissionais quando sentir que algo não está bem. Triatletas estão acostumados a conviver com a dor, mas saber discernir quando ela está se tornando séria é algo que todos devemos saber..ou tentar saber..

Seguimos então com os treinos..nesse frio! Falando em frio..confesso que, embora gelado, correr na 3.ª feira no gelo do parque foi maravilhoso...privilégio de paisagem que poucos tiveram..E é isso que me faz amar cada vez mais o esporte que escolhi!

Bons treinos!!

29 de mai de 2011

Ironman - expectativas e resultados

29.05.2010 - O dia da consagração nacional do triathlon no Brasil. A data para qual centenas de atletas se preparam incansavelmente e aguardam ansionamente. Treinos que duram 6 meses, 9 meses, 1 ano. Se parar para pensar, quantas coisas não acontecem nesse periodo? Perdas, ganhos, tristezas e alegrias. E é com isso que o ironman tem que conviver. E não so ele: familia, amigos, chefes, vizinhos, enfim, todos que convivem e, de alguma forma, fazem parte da sua rotina.
Embora eu não fosse fazer o Ironman esse ano,em razão de compromissos profissionais, automaticamente entrei na "vibe homem de ferro", em razão dos amigos e porque gosto muito disso. Sei como é a preparação para uma prova dificil, longa e com muitas expectativas. Impossivel não se envolver.Tive muitos amigos nessa prova hoje e mesmo não tendo podido estar lá em Florianópolis para curtir, fiquei ligada a todos eles, de coração. Alguns estreiando, outros já veteranos. Outros que foram para ganhar, outros para provar a si mesmos do que sao capazes. E é isso, Ironman é isso.
Acompanhando a prova e os resultados, vibrei muito com a vitoria de muitos deles. Vitoria não só em termos de classificação, mas pessoal.
Primeiramente, como não se orgulhar do vice campeão da prova, Guilherme Mannochio, curitibano, que mereceu todo o esforço dos treinos e da prova. Quem tem a oportunidade de acompanhar os treinos dele por aqui, sabe que ele mereceria ser campeão. E muito pela 5.ª colocação da Diva do Triathlon, Fernanda Keller. Sempre eterna no Ironman. E também da 3.ª colocada, e melhor brasileira na prova, Ariane Monticeli.
Mas falando nos amigos, fiquei feliz que todos conseguiram terminar a prova. João Bernardes Neto (eu fui testemunha dos treinos desse guri e da dedicação aos treinos!"Chegar de dia" né Neto?!); acompanhei também - mesmo de longe - a preparação de outros amigos: Gilberto de Sampaio Junior (que agora tem um torcedor a mais na familia), Felipe Manente, Ricardo Veras (e seus açaí powers pós-treino q eu ousei a copiar a receita do twitter e deu certo!) e a preparação dos profissionais que servem de motivação, principalmente atraves do Diario até o Ironman (Mundo Tri). Todos são vencedores!
Mas meus parabéns mais que especial vai para o meu treinador, Alexandre Perdão. Justamente neste mês de junho, completamos 2 anos de parceria. Parceria de respeito, compreensão, dedicação, admiração, muito treino e muitas vitórias! Nesse tempo, aprendi muitas coisas com ele, principalmente a competir e a treinar por amor ao triathlon.Vencer é bom, mas se dedicar ao esporte pelo prazer que ele nos dá, é melhor ainda. Sei que durante a sua preparação para o Ironman, ele teve alguns contratempos e teve que saber lidar com eles, mas também ganhou o maior presente de todos, o Pedro. E é isso que o torna o ironman. Saber respeitar a si mesmo, saber seus limites e do que é capaz. E essa é a melhor lição. Quem ama o esporte, não espera que seu treinador seja um herói e que vença todas as provas. Quer sim, que ele te ensine a ter cada vez mais determinação, motivação, perseverança para buscar um objetivo e extrair o melhor de você.
"Respeito pela prova. Humildade." Foram essas palavras que me fizeram ter certeza que essa parceria vai durar ainda muitos e muitos anos. Parabens pela prova Coach! Tenha certeza que o campeão de hoje, para todos os seus atletas, foi você.

E parabens a todos os irons!!Merecedores demais de uma semana off..rss.. Abraço galera!Em 2012 nos encontramos no IMBr!

23 de mai de 2011

Duathlon Terrestre Prova de Rua - 2.ª etapa

Ontem participei da 2.ª etapa do Circuito de Duathlon Terrestre, da Prova de Rua. Com distancias de 3km, 20km , 3km, a prova foi realizada em São José dos Pinhais, com largada e chegada no Estádio do Pinhão.
Percurso plano na corrida e no ciclismo, porém quebrado nesta parte. Muitas curvas e esquinas, o que impedia estabelecer uma velocidade bacana e ficar clipada. Porem asfalto razoavelmente bom, com exceção da saida da transição para a area de monte,dentro do estadio, que era praticamente impossivel correr com a sapatilha (quebrei o taco da sapatilha ..)
A largada foi praticamente pontual, saindo de dentro do estadio e percorrendo duas voltas de 1,5k pela região. Percurso bom, praticamente plano. Entrada para a transição, pegar a bike e partir para 5x4km. Primeira volta, reconhecido o percurso e bora socar as outras 4 voltas. Eis que quando passamos pela largada, o organizador mandou parar a prova e todos os atletas pararam..Confusão, ninguem entendia nada...Guarda Municipal nervoso.. E entendemos que o percurso seria alterado porque a Copel estava em obras no trajeto e nao seria possivel passarmos. Fizemos uma volta "safety bike" e depois cada um deu o melhor de si...Complicado foi porque todos se misturaram e a primeira corrida foi pro lixo..quem correu, caminhou, largou junto depois..Dificil saber quem estava na frente, ou nao.Percurso do ciclismo nao foi fechado totalmente pela Guarda Municipal de SJP, a qual, alias, disponibilizou APENAS 4 GM's pra organizar avenidas movimentadas da região. Muitos motoristas nao os obedeciam e invadiam o percurso da prova. Complicado competir, estando tensa com os carros e caminhões fechando, cortando a frente.
Na segunda corrida ninguem mais tinha cabeça para pensar n a prova..era terminar e pronto.
Enfim terminei...e tive a noticia que era a CAMPEÃ GERAL (speed) da prova. Porém, com as obras da COpel, nao havia eletricidade para apurar os resultados e premiar. Após uma longa conversa com o organizador, os atletas optaram em esperar para que a premiação pudesse ser feita no dia. Conseguiram..e, embora alguns problemas com algumas categorias, finalmente recebi o vale-premio (que ainda vou retirar) e o trofeu simbolico(o oficial ficou a ser retirado).
Fiquei muito chateada, pois não era para eu ter feito essa prova, por orientação médica. Briguei com a minha lombar, km por km, mas dei o melhor que pude para compensar tanta dor..Convenci meu ortopedista a me liberar, e ele liberou. Porém foi uma prova tão estressante que nao sei ate onde vale a pena colocar a saude e a vida em jogo. COnfiei numa organização que não se preocupou com os atletas. Quem faz triathlon, duathlon, enfim, um esporte, por amor, se dedica e deposita o maximo de si nisso..Há um preparo, uma abdicação, uma dedicação a isso..o que parece nao ter sido levado em conta..
Depois do ocorrido, algumas perguntas ficaram:
A Copel teria comunicado a Prefeitura sobre uma obra de manutenção tão grande? Se sim, como foram concedidas duas autorizações para "evetnos" no mesmo local?
Pq a Prefeitura so liberou 4 GM's para uma região tão movimentada?
Pq nao verificaram que a região estava em obras, antes de largar?

Em uma organização de prova, há uma soma de fatores para que ela tenha sucesso. Se um elemento falha, o efeito é em cadeia. Sei que ninguem é perfeito e erros acontecem. Mas em primeiro lugar, tem que vir a segurança do atleta.
De qualquer forma, valeu a pena.Competição é paixão, indepentende da situação. E sempre sempre agradecendo minha mae-staff, amigos presentes e não presentes, porem sempre preocupados e na torcida; e meu treinador Alexandre Perdão.

10 de mai de 2011

Brasileiro de Duathlon - do outro lado da prova

Nesse final de semana foi realizado em São José dos Pinhais o Brasileiro de Duathlon Terrestre (10km-40k-5km), promovido pela CBTri e FPTri. Na verdade era pra ser em Curitiba, mas uns dias antes transferiram para São Jose. Inicialmente seria no Ginasio do Pinhão, afastado do Centro, e na véspera alteraram para o Ginasio Ney Braga, no centro.
TInha um treino de 20km de corrida + 2k natação + 1h giro no sabado e 70km de bike no domingo. Fiz todos os treinos pois nao sabia que a prova seria no centro.Quando cheguei do pedal, vi pelo Facebook q a prova era no centro...rapidamente me troquei e fui correndo (literalmente) até la. Como a prova atrasou, tive a oportunidade de acompanhar parte do ciclismo e a ultima corrida.
Ao lado de amigos e do treinador, foi bem interessante a experiencia de estar "do outro" lado da prova. Ver o pessoal dando seu maximo..sofrendo...resmungando... E poder ajudar, gritando, torcendo, empurrando adiante é muito bom.. Retribuir o que fazem pela gente na mesma situação.
Vi muitos atletas com cãimbras..com dor..se arrastando no sol forte do fim da manhã.. Vi que nao é facil pra quem corre nem pra quem ve. Ficar ali, assistindo sem poder fazer nada, a não ser gritar, motivar, é dificil. Atleta reclamando de dor, cãimbra..espetando até agulha na panturrilha..
Achei bacana os percursos da corrida e ciclismo. Quanto a estrutura não posso opinar porque nao me inteirei nem participei.
Parabens aos campeões, Balman e Tuca. Orgulho de ser paranaense.
Muito bom encontrar amigos...treinador..e ter um belo blablabla tri num domingo de sol!

E bora treinar para os proximos!!

1 de mai de 2011

treinos e fim de semana

Acho que o fim de semana é o melhor período para treinar..Quando o tempo colabora entao, fica perfeito.
Retomando os treinos fortes , agora mais descansada e com mais tempo, confesso que achei que sofreria mais para engrenar o ritmo.. Ficar dias off não é bom..mas foi necessario e acho ate que meu corpo aproveitou bem.
Ontem, sabado, tivemos Desafio de Duathlon terrestre com a equipe. Muito bom..tirinhos de corrida com tiros de bike (transição). Muito bom mesmo. Confesso que me surpreendi com meu tempo na corrida...Totalizamos 2k x15k x1km x15k x2k
E hoje foi simulado de duathlon olimpico, junto com meu parceiro de treino.. 40k bike + 15k run..Hj foi mais judiado, mas bom demais .

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Hoje ainda uma colega corredora me dizia (via twitter)que estava sem motivação, sentindo um vazio, mesmo com prova focada e treinos direcionados a prova. Foi então que comentei com ela, que "a vontade de se preparar tem que ser maior que a vontade de competir". Muitas vezes, nos dá um sentimento de duvida por treinar TANTO para uma prova tão longe..ou as vezes sem uma prova especifica..Como ela mesma me disse: "Por que tanto treino?" mas ai que eu vejo o lado bom..quanto mais treinares, melhor ficaras para o seu desafio.Ou como diz meu treinador: "Quanto mais sofrer no treino, menos ira sofrer na prova." O barato está em treinar, em se superar a cada dia, em ir mais adiante que ontem.. Todo o treino tem uma razão de ser..irá preparar para o desafio que vieres a querer encarar.Além de contribuir para relaxar a mente também..afinal "Men sana in corpore sano".

Bom inicio de semana a todos.Bons treinos. E nunca se esqueçam: "a vontade de se preparar tem que ser maior que a vontade de competir."

29 de abr de 2011

Reflexões urbanas triatléticas - a buzina

Bom dia...

Durante alguns treinos de corrida e bike, pensamentos me vem a cabeça, principalmente em relação ao que se passa a minha volta..
Treinar no ambiente urbano é estar integrado com o movimento, com o pulso da cidade, com as agitações e inquietações da população que vive a mil...
Mas tem algumas coisas que me intrigam...dentre elas o fator: buzina!!
Não entendo o porque de buzinar para ciclistas e corredores sem necessidade..Na verdade só atrapalha e distrai... E pensando bem, uma minoria usa a buzina para realmente alertar..A maioria usa-a para mexer com quem passa na rua..dar saudações..comemorar jogo de futebol...ou como forma de xingamento (mas sempre depois que a infração ja foi feita).
Vc não vê alguem gentilmente a usando para alertar o outro motorista de um perigo iminente..pelo contrario, é mais provavel que o outro motorista deixe ele se ferrar pra ver a desgraça alheia (que o ser humano adora)..
E mexer com pedestres, ciclistas e corredores,...por favor...prova maior da ignorância humana..nem animal faz isso..Sai bando de ogro...volta pro pantano!
E como pesquisadora ambiental, não poderia deixar de mencionar a imensa contribuição da buzina para a poluição sonora urbana, stress da população e doenças contemporâneas.
Dessa forma...considerando que grande parte berra pela janela..eu defendo a extinção da buzina..Por um mundo mais silencioso, menos chato e incoveniente, por homens menos abusados..a buzina deveria ser extinta..

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Semaninha de retorno aos treinos decentes...treinando as 3 modalidades por dia..em ritmo moderado...E fds promete! Prova, treino...é..saudades disso tudo!! Bora sofrer!!

Bons treinos

26 de abr de 2011

duathlon terrestre

Pessoal,

Estou ausente do blog desde o HalfPunta...O mestrado realmente demandou uma dedicação exclusiva e tive que dar prioridade a ele..
Nesse interim, participei do Duathlon Terrestre de Rio Branco do Sul, onde fui vice campeã geral..Recompensa boa para um periodo conturbado...

Hoje tive a grata recompensa de ser aprovada no mestrado, de ter a dissertação aprova, coroando mais de dois anos de dedicação total..

Daqui pra frente, retomo os treinos (ate porque meu corpo estava precisando de um descanso) e as atualizações no blog..

Abraços

29 de mar de 2011

Half Punta del Este


Half Punta - Montevideo e Punta del Este

Olá pessoal, Vou dividir a viagem em 3 posts: um sobre a preparação e o ambiente da prova, o outro sobre a prova propriamente dita e o ultimo sobre o pós-prova e conclusoes! Preparativos e ambientação Neste fim de semana tive a oportunidade de ir competir em Punta Del Este, Uruguai, em uma prova de triathlon, com distâncias de meio ironman (1.900m/90km/21km), chamada “Half Punta”. De início eu iria para o Brasileiro de Longa Distancia, em Fortaleza, no mesmo fim de semana, entretanto, dias antes, acabei decidindo por Punta Del Este pois não conhecia o Uruguai e aproveitaria para fazer um passeio juntamente com minha mãe que me acompanhou. Decidido, embarcamos na 5.ª feira para Montevideo onde ficamos até o sábado. Aqui começou a primeira aventura: despachar a bike. Optei em ir em vôo direto para evitar conexão e extravio/danificação de bagagem. Além de desmontá-la praticamente inteira e colocar na mala-bike (e cruzar aeroportos com ela), tem-se que pagar taxa extra para despachá-la além de estar com sua documentação para evitar que a Receita Federal encrenque. Vê-la indo na esteira do check-in foi de cortar o coração..mas enfim, necessário. Desembarquei em Montevideo e quando a vi na esteira de bagagens..que alegria! Ao menos ela chegou..rss De pronto, abri a mala e conferi se ela estava inteira..ok, sem problemas! Partir para o hotel. A capital uruguaia é um charme a parte. Não vou me alongar aqui sobre ela, pois o post é sobre a prova né? Mas digo: a cidade é encantadora, maravilhosa e fascinante. No sábado embarcamos para Punta Del Este, 130km de Montevideo. De ônibus porque a viagem é barata, confortável e com paisagens belíssimas. No caminho vi muitos ciclistas pedalando na InterBalneária, assim como nós pedalamos aos sábados de manhã nas estrada..já fui entrando no clima!! Chegando em Punta Del Este já era possível ver onde a prova seria realizada (Maldonado). Cenário absurdamente maravilhoso. Fui para o hotel, que era próximo ao Conrad Cassino Hotel, onde seria o almoço de boas-vindas, congresso técnico (sábado) e no domingo a noite, a premiação. Montei toda a bike (praticamente uma mecânica de bike já...rss) e fui para o almoço e congresso. Triatletas de vários países reunidos...ali já começou aquele frio na barriga. Kit retirado, almoço realizado, enfim o congresso técnico. Este foi muito objetivo, pratico e claro (muitos organizadores no Brasil poderia seguir esse modelo de congresso). A tarde fui pedalar um pouco para testar a bike, soltar as pernas e sentir parte do percurso. E após, um pouco de turismo, claro, porque Punta Del Este é MARAVILHOSA. A noite jantei bem, deixei tudo pronto (suplementação, hidratação, roupas) e dormi cedo pq o dia seguinte seria o tão esperado: o Half Punta.

A PROVA

A PROVA Acordei 5h45, me arrumei, tomei o café da manhã e segui rumo a largada que ficava 5,5km do Hotel Conrad e do “agito” Punta. A prova seria na Praia Mansa, parada 26, quase Maldonado. Fui pedalando até lá, com a mochila nas costas, pela “Rambla” que margeia a praia mansa. Visual lindo e inspirador. Manhã fria mas de céu azul e sol. Perfeito! Porém fui me aproximando do local da largada e o vento começou a ficar forte (meu Deus, como venta naquele lugar!!!), extremamente forte. Cheguei na transição (parque cerrado)e fui informada que o triathlon havia sido transformado em duathlon terrestre porque a Prefeitura e os órgãos competentes não haviam liberado o mar, em razão do vento forte, fortes correntezas e marolas. O vento naquele dia foi o mais forte em 8 anos.Vento sul-sudeste, difícil de acontecer nessa época, segundo eles. Olhando para o mar, dava pra se ver que havia muitas marolas e que o mar puxava para o oeste, mas ondas fortes não tinham. Enfim, como corro melhor que nado, não foi de tanto ruim. Acredito que o importante é a segurança dos atletas. Se for pra se machucar, colocar em risco ou sofrer demais, melhor mesmo cortar. Lastimei um pouco porque estava doida pra entrar naquele mar azul e maravilhoso, mas, enfim, triathlon é assim. Montei minha transição e me preparei para a largada. Muito frio (12C), vento forte e pessoal motivado. Na primeira corrida (agora seriam 5.250m de corrida/90km de ciclismo/21km corrida) fui muito bem. Parti pro pedal..5 voltas de 16km e pco..A primeira volta foi bacana..só demorei pra encaixar ritmo na bike, porque “flutuava” muito com o vento.O percurso da bike era absurdamente forte.Começamos em um falso plano, mas logo pegamos os descampados com o vento direto do mar..ventos muito fortes. A primeira subida era moderada-forte, subimos um morro, de onde era possível ter uma vista fantástica de Punta. E já na sequência vinha o famoso e alto Morro Punta Ballenas. Quem já fez o GPI conhece a Subida da Rainha..mantenha a altura e prolongue a extensão, juntamente com uma curva.Pronto: é o Punta Ballenas!A vista do alto é magnífica.Vê-se Punta, Maldonado e Piriápolis.Na época de migração das baleias é dali que se pode vê-las.A descida era a melhor parte, porém com o vento forte, era difícil passar dos 60km/h na descida. Mas pior era subir novamente e voltar todo o percurso com o vento contra (pra mim ventava de todas as direções..era a prova toda segurando forte a bike). E seriam 5 voltas assim..cabeça, cabeça, cabeça e muita perna! Na volta da 3.ª, em uma reta, parei de girar para poder me acomodar melhor no selim e esticar perna..e a bike simplesmente travou!O vento era tão forte, que se não pedalasse, não saía do lugar!! Incrível! Na 4.ª volta do pedal eu já tava meio saturada...a 5.ª volta então as pernas doíam..mas jamais diminuir ritmo ou querer cansar, afinal ainda teria 21km de corrida!Fiz a transição (e cada vez mais rápida!Estou me superando nisso )e parti pra corrida. 4 voltas de 5.250m c/leves subidas s/sombra e um sol forte é desgastante. Mas encaixei ritmo já na primeira volta e mantive constante. Confesso que na 3.ª volta tive que trabalhar psicológico porque a cabeça já estava saturada. Não doía nada...mas o cansaço mental era grande p/manter um ritmo adequado de corrida.Ver minha mãe em cada retorno dos 5.250m era o que me motivava.Fim das 4 voltas correndo e partir pra chegada!Que alegria!Mais um HalfIron terminado! Hidratar, suplementar e voltar para o hotel, agora caminhando +5,5km junto com minha mãe e curtindo a paisagem!

Considerações e pós prova

Pós-prova e considerações. Cheguei ao hotel, aproveitei a piscina pra soltar um pouco e fui almoçar e passear por Punta mais um pouco. Após desmontei a bike, embalei e ajeitei as coisas e parti para a premiação. Aqui sim, momento de descontração, atletas conversando, rindo, trocando idéias. Tive a oportunidade de conhecer atletas de Buenos Aires e Montevideo, o que contribuiu para trocar idéias e conhecer mais sobre o triathlon em outros países. Acabei pegando o 1.º lugar na categoria 25-29 anos, e ainda uns regalos da New Balance, patrocinadora oficial do Half Punta. Depois, claro, jantar e curtir a noite mais badalada da America do Sul: Punta Del Este. Na segunda feira, terminar de fechar as malas, me despedir da cidade que tanto me encantou e partir rumo ao aeroporto de Montevideo para embarcar para a casa no inicio da tarde. Voo tranqüilo, bagagens chegaram e a bike intacta (viva o plástico bolha, a espuma e a mala-bike!!!). E o melhor, sem dores musculares! È..o corpo aprende a sofrer calado..rsss CONSIDERAÇÕES PESSOAIS Pra mim essa prova foi um “marco” na minha trajetória no triathlon. Para alguns pode parecer bobagem, mas para mim foi um forte amadurecimento fazer um triathlon fora do Brasil e sozinha. Aprender a desmontar e montar bike; embalar: despachar em aeroportos (pagar taxas caríssimas); colocar em taxi, ônibus, enfim, a locomoção e logística são complicadas. Além de tudo foi minha estréia em provas com a bike de triathlon (contra relógio), o que já é um fator de apreensão. Mas fiquei contente que tudo deu certo e aprendi direitinho como se faz isso. A prova internacional: competir fora do Brasil, mesmo em nível de America do Sul, é diferente. No Uruguai tudo é mais objetivo, mais sucinto, mais prático. Congresso técnico, orientações pra prova, premiação, não se perde muito tempo. O que me chamou a atenção foi que os quase 200 atletas inscritos foram pra ganhar! Não é como algumas provas do Brasil que o pessoal faz “pra terminar”. Lá ninguém foi pra isso. Todos estavam fortemente treinados e preparados pra pegar o pódio geral! E os triatletas são muito individualistas. É cada um na sua. Sem contatos no pré e durante a prova. As pessoas no percurso sim aplaudiam, motivavam, “hablavam” o que tornava a prova bem bacana. Pode-se perceber que essa é uma característica comum às provas. Prova relativamente mais em conta que os meio Irons brasileiros, muito bem organizada, kit bacana, transição bem preparada, postos de hidratação, comida, Pepsi,gatorade, banheiros no percurso. Estradas fechadas e staffs atentos. E por isso vi que não há porque se cobrar tão caro por uma inscrição. O kit todo da New Balance, assim como o premio pelo 1.º lugar.Medalhas de finisher (linda) e de pódio. Comida e bebida a vontade. Almoço de confraternização no Conrad Cassino Hotel. E a SucaSports só contava com patrocínio da Prefeitura, Gatorade e New Balance! O que eu posso dizer dessa prova? Que vale a pena! Mas a preparação tem que ser forte, tanto física quanto mental. Eu digo que todo triathlon longo requer uma cabeça mais forte que o corpo. Foi ali na prova que vi o resultado de tantos treinos, de tanta abdicação, de tanto empenho. E sei que ainda posso melhorar..e muito.Basta querer..e quero! Valeu galera! Abraços e bons treinos!

17 de mar de 2011

Crianças e pq eu corro (@ASICSBrasil)

Embora eu seja triatleta e ame nadar, pedalar e correr, hoje o post é dedicado a uma crônica dos meus treinos de corrida...

Iniciei meu dia com o treino de corrida..12km pela cidade..Gosto de correr na rua, sentir a vibração das pessoas, o sol, o vento (as vezes a chuva) e o ritmo urbano. A cidade, cedo, é fantástica para correr!!!
Nos trechos por onde passo é inevitável encontrar com pessoas, passar por pedestres, cruzar avenidas, correr pelas calçadas. Muitas vezes encontro mães/pais com crianças e sempre ouço, depois que passo: "Mãe, por que a moça tá correndo?", "mãe, por que ela ta fazendo isso?"e outras perguntas do gênero..
Confesso que acho engraçada a curiosidade das crianças.. Algumas são mais espertas: "mãe, ella corre pra chegar na frente?" hahahaha... E outras já habituadas às corridas: "ela vai na corrida que nnem vc e o papai?"
Mas hoje, depois de muitos anos correndo urbanamente, ouvi a resposta mais "sem noção" que uma mãe poderia dar ao filho, diante desses questionamentos: "não sei, pergunta pra ela", em um tom de descaso, ma vontade e deboche. Poxa vida...era só responder com jeito..ou me chamar que fosse..não desdenhar assim..
Foi então que eu lembrei na hora da pergunta da @ASICSBrasil no Twitter essa semana: "Vc corre porque?"
E fiquei pensando nos 4km restantes..Por que eu acordo as 5h45, 6h da manhã diariamente para correr, com chuva, sol, vento, frio, calor? Por que corro 10km..20km...42km?" Corro p/ganhar provas? Nem sempre. Corro pra cumprir planilha? Não!Corrida tem que ser por prazer e não obrigação. Corro para emagrecer? Não. Ha outras atividades que tamém emagrecem e não é meu caso. Então, Vivian Dombrowski, POR QUE VC CORRE????
Corro porque me sinto livre..porque me sinto viva..porque me faz conhecer meu corpo e minha mente melhor...CORRO PORQUE NÃO SEI MAIS VIVER SEM A CORRIDA. É O MEU COMBUSTÍVEL. É O MEU ESTILO DE VIDA E MEU VÍCIO. CORRO PORQUE AMO ME SENTIR VIVA!!

15 de mar de 2011

Toalha Tec Towel


Fim de semana foi intenso..treinos e trabalho...


Sábado de muito pedal e domingo de muita corrida...


No treino de domingo..26km de corrida..em meio a chuva, garoa, vento e um sol de rachar...tive a oportunidade de usar a toalha tecnológica "Tec Towel", da "Sea to Summit" que o Marcus da Proativa 21, me propõs a testar..

Já comecei gostando do design e da praticidade da bolsinha..ela vem dobradinha em uma bolsinha super fácil de carregar e, inclusive, prender na bicicleta..O tamanho que usei foi a small (40cm x 80cm) o que me pareceu ótima... A toalha Tec Towel, da Sea to Summit, é ultra fina, super absorvente e o melhor: seca muito rápido e não deixa odores.

Recomendo para treinos longos, tanto de corrida qto pedal, treinos e provas cross e de aventura..e, enfim, para quando se é necessário uma toalha sempre a mão. Super indico e aprovo!!


Mais informações;



www.seatosummit.com.br

Bons treinos.

10 de mar de 2011

Meias Lorpen Trilayer




Pessoal,




Há alguns dias recebi o convite para testar dois produtos...Mas hoje vou falar apenas de um deles..o outro comentarei na sequência.


Quando o Kiko da " Proativa 21" me fez a proposta para testar as meias Lorpen Trilayer, gostei..Há oito anos corro e já sofri muito com meias erradas..bolhas..transpiração excessiva..muito grossas, muito finas...então topei o teste! Até porque para encarar treinos longos e corridas cross tem q ser um produto bacana!


O que eu digo? adorei!!!


O modelo que me foi enviado é o feminino, feitas especialmente para os pés femininos, que sao mais estreitos, ela não sobra, o que permite um conforto maior. Alem do mais , ela é antibacteriana e mantem os pés secos!! Sem falar que ela não causa atrito, diminuindo as chances de surgirem bolhas.


Usei-as em um treino de 15km e meus pés se mantiveram secos e confortáveis!




Para quem quiser saber um pouquinho mais sobre elas:


Meia técnica Lorpen – http://www.lorpen.com.br/




Bons treinos!!

9 de mar de 2011

O que é ser um Ironman? - a minha versão


Há alguns dias venho pensando sobre essa pergunta: o que é ser um ironman?

Estou no triathlon há muitos anos..tenho o sonho sim de fazer o Ironman, principalmente depois de ter feito alguns meio irons e varias maratonas. Sei o quanto é difícil a preparação...principalmente para quem também tem vida profissional, social e tem no triathlon um "extra" em sua vida.

Ano passado pensei em me inscrever para o ironman Brasil 2011. Cheguei a fazer o cadastro no active.com e na hora de passar o cartão, cliquei no "cancel". Fraqueza? medo? Não! Simplesmente achei que não teria tempo o suficiente para treinar como um verdadeiro Ironman treina, haja vista a turbulencia pela qual estaria passando nesse periodo (e de fato estou), principalmente profissional. Achei que nao teria tempo habil para treinar e fazer uma boa prova, abaixo de 12h, mesmo tendo ideia de tempo/treinamento dispensado aos meio irons.

Um dia, exausta dos treinos para o 70.3 de Penha, perguntei p/ o meu treinador: "Perdão, qto mais eu teria q treinar pra fazer um IM?" E ele (lembro como se fosse hj): "teus treinos já são para um IM." Ali me dei conta que todo volume e ritmo de treinos dariam sim para terminar bem o IM, talvez não uma colocação excelente, mas terminaria e seria finalmente uma "Ironwoman".

Enfim, alguns meses passaram, contratempos vieram e realmente deixei o sonho do IM para 2012. Agora treinando para o Longa Distancia e para o Long Distance de Caioba, percebi que minha planilha nao esta tão diferente da de um IM.

Olhando o "diario de um ironman", do site Mundo Tri, onde profissionais e amadores selecionados postam seus treinos e sua preparação para o IM BRasil 2011, comecei a perceber que irons sao super-heróis, mas assim como nós, não sao perfeitos e isso me "acordou". Porque eu estava exigindo tanto de mim, que sou uma profissional- triatleta amadora, em busca de melhoras nos triathlons longos e de terminar um ironman, sendo que os proprios irons tb tem seus momentos de ffraqueza? Eu me cobrei a semana passada toda e o feriado..indo pedalar e correr sob chuva, vento e o frio de curitiba (mesmo em março). Nadar no horario do almoço e as vezes nem poder fazer direito essa refeição. Indo dormir 1h da manhã para terminar minha dissertação e acordando 5h30 para ir correr cedo. E vi que os proprios "ironmans" também tem suas "preguiças", "falta de tempo", e dificuldades em conciliar tempo (em todas as suas formas - relógio e climatico) e mesmo assim se saem bem. Aqui fica claro que qualidade de treino é , de fato, superior a quantidade de treino, pois um treino bem feito equivale a varios feitos na moleza.E é isso que tenho priorizado..melhor qualidade nos treinos.

De qualquer forma, o "diario de um ironman" do MundoTri tem me mostrado que fazer um Ironman não requer mais disciplina do que já tenho, que nao é nenhum absurdo e não carece de muitas horas a mais daquelas que disponho. Tem me ensinado que o triatleta que ama o esporte que escolheu já nasceu com a determinação, a disciplina e a garra para buscar seus objetivos e que basta querer, ter boa vontade que tudo é possível.

Parto assim, muito mais confiante para o IM Brasil 2012. E para as provas de longa distância de 2011. Sempre com o apoio dos meus amigos, meu treinador, meus pais e com o amparo de Deus.

Força! E bons treinos!

Carnaval

Olá pessoal..

carnaval acabou...hora de retomar as atividades...rever as metas e socar a bota pra alcançar seus objetivos.
Para aqueles que, como eu, usaram o feriadão para trabalhar e treinar muito, garanto que rendeu muito. Ruas vazias, estradas calmas (dom a 3ª de manha), piscina calma..nos parques era possível encontrar mais pessoas se exercitando , caminhando, correndo.
Meus treinos foram exaustivos do sabado até ontem...hoje terei um dia mais light. No sabado treinamos bike e corrida (60km +4km), muito vento, chuva, sol, garoa, frio..só os fortes ousavam sair na BR e encarar aquela dificuldade; domingo 40k + 10km - igualmente..vento, chuva, sol; segunda-feira 16km de corrida e 2.5k natação; terça-feira 50km +15km. Se duvidas, foi um feriado altamente aproveitavel, embora cansativo, extenuante e dolorido. Na soma dos quatro dias, sobraram algumas dores e um cansaço maravilhoso.
Agora começaremos com planilha nova até o dia da prova. Força, volume..confesso que será dolorido...mas vai valer a pena!
Há algumas semanas venho treinando com chuva, vento, frio...chega umas horas que vc pára p/se perguntar pq tanto sofrimento, tanta abdicação? Mas a sensação de treino cumprido...de cruzar a chegada na prova, justifica tudo. garanto que se o sol saísse mais vezes, os treinos seriam mais prazeirosos, mas já que não é possivel, vamos tentando encontrar graça e coisas boas nas alternativas que a natureza nos dá. Tudo sempre tem um lado bom, nem que seja para fortalecer e ensinar!

E vamos em frente! Fiquem ligados...atualizações diárias agora..com treinos, matérias, reportagens e promoções!

Bons treinos.

28 de fev de 2011

provas longas e preparação

Provas longas são ótimas!Todos sabem da minha paixão por maratonas, meio ironmans, maratonas aquáticas, mas poucos sabem da dor e do empenho em se preparar para provas assim. Digo que é na hora que cruzo a chegada que vejo que a dor fez parte e que no fundo me ensinou perseverar e chegar ali.
Muitas vezes o preparo para provas assim sao cansativos, desestimulantes, doloridos. PERSEVERAR é a palavra-chave. Abdicar de vida social também é necessário. Treinos longos aos sabados, domingos.Acordar de madrugada para treinar antes de trabalhar ou estudar. Terminar o treino a noite, depois de um dia estafante..As vezes tudo parece conspirar para nao treinar..alem das condições climaticas: chuvas, calor extremo, vento frio, enfim, nao ha outra maneira de querer alcançar a vitória se nao passar por essas provações.
Problemas pessoais, chateações, trabalho, familia, tudo isso nos coloca a prova do quanto podemos nos superar e vencer nossas provações e ultrapassar limites.
Por isso, na hora da dor, do cansaço..nao desista! É isso que faz a chegada ser maravilhosa.

20 de fev de 2011

2.ª etapa cross country e simulado tri olimpico


Esse fim de semana foi especial. Depois de um periodo intenso de treinamento com muito volume, essa semana foi a de DESAFIO. Meu treinador preparou uma semana especial que, em principio seria um "desafio", mas que pra mim o desafio maior foi controlar pra nao extrapola-la..e extrapolei..rss Mas foi mto bom para eu recarregar as baterias. Estava cansada, corpo chiando de muito volume..


Enfim, ontem corri a 2.ª etapa do CIRCUITO PARANAENSE DE CROSS COUNTRY, promovido pela Naventura Mkt, Esportes e TUrismo, em São José dos PInhais/PR. Prova dura...do começo ao fim!! Dessa vez o sol não deu trégua e os 12kms de muitas e muitas subidas, no chão seco e poeirento, com muitas pedras soltas, foram terriveis. O que levava adiante era o visual da COlonia Murici!! Espetacular!! Prova disputadissima e apenas nos ultimos 3kms consegui me desgarrar de um pelotãozinho feminino e conquistar o 5.º LUGAR GERAL na prova.

Parabens ao Kleber, da Naventura, pela excelente prova. Organização nota 10! Bom também encontrar amigas de equipe (Tamy e Iracema), amigos que não vemos sempre..provas assim são formidaveis!


E para fechar o fim de semana, hoje fiz um simulado de triathlon olímpico. Gostei muito do meu desempenho, o que me fez ficar confiante para as provas vindouras.NAdar, pedalar e correr no domingo de manhã com o sol a pino foi um bom teste!


Sem duvidas, toda a dor do treinamento, de acordar 5h50 da manha pra ir correr 6h30...de nadar na hora do almoço, pedalar a tardinha..acordar cedo no fds p/os longos de bike e corrida, tem seu valor quando vemos o nosso resultado. Abdicar de tanta coisa para treinar e competir e ainda estudar e trabalhar, as vezes dói, dá vontade de chorar, cansa...mas é nessas horas, que vemos a nossa melhora que tudo passa.


Obrigada ao meu treinador!! Aos meus amigos!Minha mãe e, claro, a Deus por não deixar eu desanimar no cansaço!

1 de fev de 2011

Gentileza gera gentileza

Hoje fazendo o treino de corrida na pista me deparei com uma situação que nunca havia ocorrido: pessoas mal-educadas que tomam contam do ambiente. Pessoas que não sabem se portar em locais públicos, tão pouco tem educação para conviver em sociedade. Embora relevemos muitas coisas, quando um desrespeito muito grande não tem como passar sem tomar alguma atitude.
Infelizmente atitudes geram stress e confusão e depois de um bate-boca, a pessoa sem educação saiu do ambiente, foi embora. E todos os outros sorriram e agradeceram. E o que eu digo: precisava isso? alterou todo o treino do pessoal...o meu....porque uma pessoa que caminhava por la, não sabia dividir o espaço e se situar na coletividade.
Gentileza gera gentileza. Se eu dou espaço, dou licença , vc ira fazer o mesmo. Simples. Não há outra regra. Um se flexibiliza daqui, outro dali e todos vivemos bem conjuntamente. Mas precisou de uma discussão para a pessoa poder deixar tantos outros se exercitarem.
Uma pena que ainda exista pessoas mal educadas e sem respeito.

E digo: GENTILEZA gera GENTILEZA. E MINHA EDUCAÇÃO DEPENDE DA SUA.

23 de jan de 2011

Corrida Cross Country e fim de semana


Esse fim de semana foi para estrear a temporada 2011 com um desafio, como sempre costumo fazer no inicio de cada ano, para começar com tudo o ano de competições. Desta vez escolhi o treino de pedal 50km de manhã, corrida cross a tarde e longuito no domingo. Todos bem sucedidos,embora agora sinta o cansaço normal para as loucuras.


Ontem participei da I etapa do Circuito Paranaense Cross Country, promovido pela Naventura, em Pinhais. A prova era de 12km, em um percurso de muitas e muitas subidas, em estrada de chão, em meio a belíssimas paisagens. Com largada no Parque Panorâmico (Est. Ecológica), os primeiros 8kms foram de muito sol e, confesso, cansou um pouco, pois não estou acostumada ao sol das 16h (15h – horário de verão) nem ao piso de chão batido. Entretanto a paisagem, o som dos pássaros, carneiros, da natureza tornava o percurso cada vez mais estimulante. Foi quando no km 8 caiu “a chuva”..boa demais..refrescou, revigorou e deu aquele gás pra fechar a prova. A lama, o piso escorregadio já nem importava mais. A sensação de correr naquele lugar, em meio a tantas paisagens dignas de pinturas em tela, com tantos sons maravilhosos que se misturavam entre si, compensava qualquer coisa.
Quando estava no km 11 dois corredores que voltavam já, me disseram “3.º geral”! Duvidei na hora: “ah é, ta bom.” E eles: “sério, vc é a terceira mulher.” Nossa, aquele ultimo km foi no gás e no sol novamente! Por via das duvidas, não custava acelerar um pouco mais não é? Quando chegou na entrada do parque, minha mãe só faz o sinal “3” com os dedos..Nossa...uma alegria sem tamanho tomou conta de mim..e que foi confirmada quando cruzei o pórtico e foi falado “e chegou a terceira mulher no geral, Vivian Dombrowski”. E assim, foi 3.º LUGAR GERAL FEMININO.
Bom demais ver tanto, mas tanto empenho dando resultados. Trabalhar, estudar e ainda treinar forte cansa, as vezes pesa, mas ver que sempre é possível melhorar, recompensa tudo.
Embora já conheça a Naventura e o Kleber Pacheco há anos, foi a primeira prova que fiz, até porque não “era” (agora sou) fã de provas cross. E tenho que registrar que a organização está de PARABENS. Prova organizadíssima, com água no percurso, apuração de resultados rápida, staffs no percurso, largada pontuar e premiação rápida.Além da mesa de frutas, água e produtos Jasmine. Isso prova que quando um organizador de eventos esportivos quer ser bem sucedido, ele consegue! Basta querer.
E um super agradecimento aos amigos que me deixam mensagens no twitter, facebook, blog, sms; meu treinador, Alexandre Perdão que confia em mim e na minha capacidade; ao Alan da Academia InShape, pelo suporte; minha mãe sempre presente. Muito obrigada! Vocês fazem A diferença!

20 de jan de 2011

Documentário Marathon e as diferentes motivações p/correr 42km

Ontem, pela 5.ª..6.ª vez...não sei, talvez mais ainda, assisti o documentário "Marathon", onde mostram a preparação de 6 atletas para a maratona de Chicago, incluindo 2 profissionais, 2 iniciantes, uma amadora experiente e um senhor de 70 anos.
Cada vez que assisto, consigo reparar em detalhes que não havia tido a sensibilidade de ver antes..
A preparação do queniano, em meio a uma vida sofrida de trabalho..A preparação fascinante da Deena, profissional e campeã da prova, a conciliação entre trabalho, marido e filho pequeno da amadora experiente, a empolgação das duas iniciantes, uma universitaria e outra mãe de família e a inspiradora alegria do senhor de 70 anos, me fez parar para pensar: porque as pessoas correm uma maratona?
Em apenas 1h40 de documentário, vi 6 razões diferentes...e todas incrivelmente inspiradoras.Superação, desafio, competição, remuneração ou simplesmente...paixão!
Correr 42km195m não é atividade mais fácil ou prazeirosa da vida. Requer preparação para que seu sofrimento seja um pouco minimizado, assim como cabeça e estrutura para suportar as armadilhas do percurso. No entanto, cruzar a chegada, faz com que tudo seja esquecido..toda a dor, o sofrimento, o cansaço..
Ja vi muitas pessoas abandonarem a maratona ou simplesmente andar no percurso..ou porque lesionaram, ou porque nãoe stavam preparados ou simplesmente porque foram "para ver qual é de uma maratona". No entanto, 42km não são para ir na onda de amigos...porque é moda...porque é comercial...Enfim, para se manter "vivo" numa prova dessas, tem que gostar, aliás, tem que amar correr exaustivamente kms e kms.. A preparação é tão desgastante quanto a prova...mas vale a pena.
No final do documentário, ver aquelas seis pessoas correndo a maratona e chegando todas bem, felizes, emociona...muito! Vc se vê um pouquinho em cada uma delas..e sabe que corre também por cada um daqueles motivos..embora não busque chegar em primeiro, sabemos que superar e baixar tempo é meta..principalmente depois da primeira maratona.
Contudo, toda melhora, todos os planos tem que ser ao seu tempo.Ficar obcecado em fazer varias provas, baixar tempo a qualquer custo, não é legal e, certamente fará perder o gosto pela distancia. Acima de tudo, ter paixão pelo que escolheu fazer..somente isso sustenta os treinos, a vida profissional, pessoal, social e tudo q se tem que abrir mão para terminar os 42.195m.

19 de jan de 2011

Esporte como paixão

Lendo um email que uma amiga me enviou sobre a triatleta Ironman Chrissie Wellington, fiquei pensando sobre algumas das dicas que ela dá.. TOdas absolutamente apropriadas...mas a primeira me chamou mais a atenção:

Dica #1: Paixão o levará mais longe do que qualquer marcha.
“ Você deve ser passional, apreciar o esporte e nunca perder o foco disso. Os amadores muitas vezes ficam bitolados em tempos, horas, treinos que perderam, materiais super caros... Vocês deve manter o foco de amar o esporte acima de tudo. Se divertir."


E acho que muitas vezes os atletas amadores de um modo geral, perdem um pouco o entusiasmo da diversão que um treino e uma prova trazem, por ficarem excessivamente presos às planilhas. Naturalmente, querer competir, melhorar, superar é uma característica do atleta, do contrário não estariam expondo o corpo a tantas condições de risco, às dores, ao cansaço. No entanto, se permitir um treino descontraído vez ou outra, desencanar se ao inves de 20km vc correu somente 12km, se vez ou outra o pedal virou um passeio ciclistico.. O corpo precisa de um alivio de pressão..Amadores não vivem do esporte, não tem que se cobrar excessivamente, uma vez que a profissao que escolheram ja os cobra no dia a dia.
Esporte é vida...é ter gosto em acordar cedo e partir pro treino...em ficar esperando a planilha nova pra ver o que o espera, é pedalar e correr com o vento no rosto sentindo a liberdade e perdendo a dimensão do espaço, é contar azulejos e traçar um calculo novo a cada dia e achar divertidissimo...Triathlon é dedicação, determinação, disciplina e muita, mas muita paixão.

6 de jan de 2011

Revista The Finisher

Neste mês de janeiro (14) chega as bancas a mais nova revista, da Iguana Sports, voltada ao público corredor: THE FINISHER.
É uma boa pedida para aqueles corredores voltados à corrida competitiva e com foco na superação. Abaixo segue a descrição da revista:

"A REVISTA PARA CORREDORERES DETERMINADOS E COM FOCO EM SUPERAÇÃO

Para esportistas competitivos, veteranos ou iniciantes, que são focados e que tem na corrida uma rotina exigente, mas extremamente prazerosa de realizações e superação. A FINISHER ajuda a ter evolução e estímulos constantes que aperfeiçoam os treinamentos.

Com periodicidade bimestral e informação direta e assertiva, traz a expertise dos melhores profissionais do País e também do exterior, que sugerem desde planilhas de treinos a roteiros detalhados de como manter-se focado na corrida.

O texto é modulado em pequenos quadros para uma leitura dinâmica e agradável. E as planilhas são elaboradas em zonas de pace (ou ritmo em min/km), que auxiliam a controlar a velocidade em cada treino de maneira individual."


(Fonte: site www.thefinisher.com.br )

Jardim Botânico, turistas, caminhantes e corredores


Hoje tive o privilégio de ir treinar no Jardim Botânico. Há um tempo não ia correr lá e, admito, estava sentindo falta. Aquele lugar tem uma energia que nenhum outro parque tem em Curitiba..não sei o que acontece, mas a energia lá é única! Independente se o treino é com um dia ensolarado, nublado, chuvoso, frio, calor..quando chego lá, as forças renovam. E, destaque-se, a Prefeitura tem mantido o parque muito bem. Limpo, bem cuidado, seguro.
Como estamos em um período de férias, o movimento de turistas era intenso. Bonito de se ver, aliás. Pessoas andando, caminhando, tirando fotos..e claro, uns perdidos correndo. Corredores uniformizados, diga-se de passagem..a maioria (incluindo eu) com a camiseta da maratona de Curitiba 2010. Era até engraçado.
No entanto, algumas constatações foram feitas: curitibano não sabe compartilhar o espaço comum! Enquanto os turistas se afastavam e davam preferência para os corredores, os curitibanos que lá caminhavam, faziam questão de ocupar toda a pista e, ainda, sequer deixava passar quando vinha um corredor. Se, por acaso, vc resvalasse em um “caminhante” era reclamação certa! Fora aqueles que caminham gesticulando, com os braços abertos, e nem percebem quem vem atrás. Poxa vida...parque é público e tem espaço para todos...basta seguir algumas regras de boa convivência. Cortesia e gentileza não tiram pedaço.
Sei que essa deve ser uma questão enfrentada por muitos corredores, principalmente aqueles que frequentam parques. Eu sou adepta das ruas,sei que os pedestres ocupam as calçadas, então escolho ruas onde posso correr junto ao meio-fio. No entanto, acredito que corredores e caminhantes estão la pelo mesmo objetivo: qualidade de vida e bem-estar! Respeitar uns aos outros é o mínimo necessário para isso.
Aproveitando que estava lá...fui curtir um dia de turista. Há muitos anos que não entrava no museu e na estufa e, admito, foi muito bacana. Museu com a história do Pinhão/Pinheiro, orquidário e, claro, a estufa com as espécies nativas. Fora que, me misturar aos turistas e ao “rebuliço”, estando em casa, foi uma experiência divertidíssima. Até fotos tive que tirar né??
Quem vier a Curitiba, não pode deixar de visitar o Jardim Botânico!!

5 de jan de 2011

Circuito Naventura

A Naventura está com um calendário de provas muito legal para 2011!!!

>> Circuito Paranaense de Cross Country
>> Circuito Paranaense de Corridas de Montanha
>> Circuito Paranaense de Cross Duathlon
>> Maratonas Ecológicas (Quatro Barras e Ilha do Mel)

Para começar o ano, dia 22/01 é a 1.ª etapa do Circuito Paranaense Cross Country!!
Distância: 12km
Local: Pinhais/PR
Horario: 16h
Inscrições: até 12/01
Informações: www.naventura.com.br

Vamos colocando mais informações para mantê-los atualizados sobre as provas da NAVENTURA!

Engrenando os treinos..sede ao pote?

Ano que inicia é sempre aquela agitação..aquela ansiedade para voltar a treinar forte..afinal as baterias foram recarregadas no fim de ano. Com o verão, o calor, o sol, ficamos ainda mais dispostos a correr mais...a nadar mais...a pedalar mais..
É natural. O fator ambiental e o fator psicológico são molas propulsoras no nosso desempenho esportivo. Se aliamos ambos, se torna uma ferramenta potencialmente forte..porém pode ser forte para o bem ou para o mal.
Já vi vários colegas lesionarem, quebrarem, por terem ido com muita sede ao pote em inicio de temporada ou em períodos que julgavam estar bem fisica e psicologicamente.E confesso, ja aconteceu comigo também..E é dificil saber a hora de dosar se você esta animado e motivado, ainda mais se há competição grande em vista, como uma maratona ou um Ironman, por exemplo.

Mas até onde podemos "mergulhar de cabeça" em tantos treinos sem nos machucar?

Respeitar os limites do corpo e seguir a risca as orientações do seu treinador. Em muitos casos, ficar com a sensação que poderia ter ido alem, ter feito mais, é um indicador de que o treino foi bem feito e que há energia para fazê-lo novamente no dia seguinte e assim por diante. Nem sempre chegar a exaustão física e psicológica significa desempenho para o corpo. nenhuma máquina opera no seu 100% sem entrar em colapso em algum momento. Pense nisto.E bons treinos!

Para ilustrar, segue o link de uma matéria interessante, por Mauricio Belfante da Revista O2:
Saiba dosar o ritmo

4 de jan de 2011

Corrida, mãe fumante e o bebê

Hoje estava correndo..treininho de 12km..quando na volta, passo por uma moça de uns 20 anos aproximadamente, que segurava um nenê de colo de uns 3 ou 4 meses e ao mesmo tempo conseguia equilibrar em uma das mãos um cigarro. Eu, que passei correndo, já inalei a fumaça e cheguei a tossir..imagine a criança.
Após colocar essa questão no twitter, vi que a revolta não foi somente minha..Não precisa ser atleta, triatleta, corredor, enfim, para ver a ignorância daquela mãe. Como uma twittersrun citou:"depois crescem asmáticas, doentes, entupindo os hospitais." É essa realidade do nosso país..crianças que ja nascem doentes,geradas por mães inconsequentes, que mais tarde depositam no governo, em professores e médicos a culpa de crianças doentes e com deficit de atenção, que necessitam de acompanhamento constante, enquanto elas não puderam ceder a um vício.

Acabei por pesquisar alguns sites sobre o assunto. E deixo aqui uma materia tirada do "Site Médico" sobre fumo na gravidez e após o nascimento.

FUMO E A GRAVIDEZ
Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma.

A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma.Tais agravos são devidos, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

Efeitos da Fumaça sobre a Saúde da Criança
Se a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, havendo registro de intoxicações atribuíveis à nicotina (agitação, vômitos, diarréia e taquicardia) em filhos de mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.

Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada.

Estudos mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática.

Há também uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, em relação àquelas cujos familiares não fumam. Observa-se que, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa.

É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde haja crianças, para que não as transformem em fumantes passivos.


Fonte:www.sitemedico.com.br

2 de jan de 2011

Tempos e retomadas de treinos

Fim de ano é um período onde muitos atletas terminam suas temporadas e aproveitam para descansar ou apenas reduzir o ritmo, fazendo uma manutenção. Seja qual for o seu momento, o importante é respeitar o corpo no retorno aos treinos, ou ao aumento de intensidade dos mesmos. É o nosso organismo o melhor parâmetro para sabermos onde podemos forçar e quando devemos segurar o ritmo. Para complementar, segue uma matéria da Revista Contra Relógio, sobre ser escravo do relógio, a comparação com outros atletas e o desempenho em provas (que pode ser estendido aos treinos):

Contra o relógio SIM, escravo do relógio NÃO
Edição 158 - NOVEMBRO 2006 - TOMAZ LOURENÇO

Uma conversa comum entre corredores antes de uma largada é: “Vai fazer pra quanto?” A resposta depende do otimismo/pessimismo do perguntado, de sua segurança em relação ao seu condicionamento ou de sua experiência
Naturalmente que é interessante se ter uma meta ao se inscrever em uma corrida, mas é necessário não fazer disso um objetivo rígido, por mais que a aspiração em questão tenha por base fatos concretos. Ou seja, mesmo que treinos recentes ou até a participação em uma prova apresentem resultados que levem a se imaginar conseguir determinada marca na competição, é importante não considerar esse número como algo atingível. Poderá ser mais, poderá ser menos. Deixe seu corpo dizer a "verdade" no dia!
Não é inteligente entrar numa prova com determinada marca na cabeça, definida pelo próprio corredor, pelo treinador ou por uma revista. O resultado em questão pode até ser uma referência, mas se durante a competição constata-se estar "no dia", então é ir em frente e talvez até conseguir o recorde pessoal na distância. Por outro lado, ao sentir que por alguma razão não se está rendendo como previsto, o melhor a fazer é seguir em frente e deixar para outro dia a obtenção de uma grande marca. Por mais que a pessoa tenha garra, não é possível ir contra o próprio corpo, exigir dele o que ele não está em condições de dar naquele dia.
As razões para bons e maus dias vão desde as características da própria competição (boa ou não organização - especialmente abastecimento, percurso com ou sem subidas e descidas, temperatura no dia, muita gente, dificultando ultrapassagens etc) até as condições físicas do corredor: estar ou não bem descansado no dia, ter treinado adequadamente, não estar passando por problema médico, que por vezes ainda não se constatou etc.
Dessa maneira, a postura rígida em relação a um resultado que se deseja fazer pode tanto inibir a obtenção de uma boa marca como forçar um corredor a fazer mais do que está em condições naquele momento. E isto é muito comum em nossas provas, com corredores dizendo "estou bem, mas no limite do meu ritmo e vou segurar..." ou "estou passando os quilômetros acima do previsto e tenho que me esforçar". A primeira situação é a mais corriqueira, sendo que por vezes o limitador é o monitor de freqüência cardíaca, excelente ferramenta em treinos, mas que em uma prova pode mais atrapalhar que ajudar, ao se estabelecer um bpm (batimentos por minuto) máximo, aquém do que a pessoa poderia correr.
Assim, da próxima vez que você entrar numa prova, deixe seu corpo lhe dizer como está naquele dia. Se você começar a passar os quilômetros mais rápido do que esperava, e estiver se sentindo muito bem, vá firme para um grande resultado. Mas se as marcas de quilômetro demorarem para chegar, então desligue o relógio-cronômetro e siga para a chegada, numa boa.

Feliz 2011

Feliz 2011 pessoal!!

Começamos 2011 com renovações,novos planos, novos objetivos (mais ousados?), mais energia e mais gás para treinar!
Como é bom encerrar um ciclo. Aprendizados, experiências...as vezes não tão boas porém necessárias. É nas adversidades que aprendemos e conhecemos as pessoas. Posso dizer que 2010 foi um ano pesado..dificil...mas também com vitórias pessoais, superação e a sensação de dever cumprido. Passei por momentos terríveis, mas também fui recompensada com o fortalecimento de antigas amizades e o surgimento de novas.

A todos vocês que estiveram comigo em 2010, obrigada! Agradeço o apoio, o carinho, a amizade verdadeira. Espero estarmos todos juntos em 2011 para muitas alegrias, comemorações e bons momentos.

De agora em diante, o blog também trará novidades e matérias do mundo do triathlon e das corridas, assim como crônicas de treinos e competições.

Valeu galera!! Foco em 2011! E como diz o coach (mais uma parceira renovada para 2011): "Vamo pra cima!!"